quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Para ser eleito deputado em 2018, Fábio deveria fazer como Mendes: abandonar a reeleição para evitar desgaste

Assim como fez o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), que anunciou esta manhã não ser mais candidato a reeleição por problemas familiares e econômicos, o prefeito de Tangará da Serra, Fábio Junqueira (PMDB), que almeja disputar em 2018 uma das cadeiras da Assembleia Legislativa (AL), devia tomar a mesma atitude.

Primeiro, Fábio, assim como Mauro Mendes, já disse nos bastidores que deseja se candidatar a deputado estadual em 2018 e poderá enfrentar grande desgaste político em uma campanha a reeleição, ainda mais se sair derrotado nas urnas.

Além disso, levantamentos apontam que o atual prefeito possui grande rejeição.

Para completar, reeleição em Tangará nós já sabemos não é mesmo? Todos os que foram reeleitos não conseguiram terminar o segundo mandato, foram cassados e desapareceram do cenário político. Foi assim com Jaime Muraro (DEM), que agora coordena a campanha de Reck Júnior (PSD) e Julio César Ladeia, que agora sequer aparece em público.

Desgastados politicamente após a reeleição os dois não conseguiram mais se recuperar após os tombos que levaram.

Por outro lado, políticos como Saturnino Masson (PSDB) e Thais Barbosa não foram reeleitos para a Prefeitura, mas nas eleições seguintes apresentaram grande evolução. Saturnino, depois de prefeito pela primeira vez ficou poucos anos mais tarde como suplente na Câmara Federal e até assumiu por um período no lugar de Thelma de Oliveira; depois, em 2011  foi eleito prefeito novamente para o mandato ‘tampão’, não conseguiu a reeleição em 2012, mas em 2014 foi eleito deputado estadual.


Se formos ver por essa óptica, o mais correto para alguém que almeja ser deputado estadual daqui a dois anos é abandonar a reeleição. Não sou eu que estou dizendo isso, mas sim a história de Tangará da Serra.

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