segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Obra de prédio para o Samu demonstra que ficar sem Carnaval vale a pena

Prefeito e servidores do Samu durante lançamento de obra
Acompanhei hoje ato onde foi dado a ordem de serviço para a Construtora Habitar ampliar e reformar o prédio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu, em anexo ao Hospital Municipal (Santa Casa no Jardim Europa), e vi mais que o lançamento de uma importante obra, entendi que cortar alguns vícios, alguns investimentos supérfluos faz bem. E faz bem para o povo.

A obra do Samu, orçada em 210 mil reais, é a última para a efetivação de um complexo hospitalar que abrigará em um único lugar o Samu, uma UPA, centro cirúrgico, UTI, leitos para internação e sala de parto. Uma verdadeira revolução na saúde pública tangaraense. Só para se ter uma ideia há hoje na Santa Casa cinco frentes de serviço correndo contra o tempo para concluir uma parte até o final de fevereiro e o restante até abril.

Não estou afirmando que na obra do Samu estão sendo aplicados os recursos economizados com a não realização do Carnaval, mas o valor serve como base para termos uma ideia do que é possível fazer com o mesmo recurso que seria utilizado em 4 ou 5 dias de festa. Isso mesmo, para realizar o Carnaval gira entorno de 200 mil reais. A conta é simples: 200 mil para 5 noites de Carnaval é igual a uma obra que dará condições dignas para que o Samu funcione e salve vidas pelas próximas duas, três décadas.

Não é exagero, é fato. Constatação simples que qualquer cidadão em sã consciência pode ter. Carnaval é bom, é diversão, é alegria, é símbolo cultural brasileiro, mas do que adianta pão e circo quando há problemas mais sérios, como a saúde, para resolver?

Defendo até que quem quer Carnaval que se organize em blocos e funde uma associação e assim realize um evento independente e sem participação do poder público porque dinheiro de imposto não é para fazer festa e sim para melhorar a vida da população.