quarta-feira, 13 de julho de 2016

Vereadores comentam gastos investigados pelo MP: "Fiquem a vontade para investigar", diz Sommavilla

Vereadores comentaram sobre gastos com a verba indenizatória
Os gastos com a Verba Indenizatória da Câmara Municipal de Tangará da Serra, apontados como excessivos e desregrados, têm gerado polêmica na rede. O caso veio à tona inicialmente aqui no blog após denúncia da Controladoria Interna da Câmara.

Gastos considerados excessivos de dinheiro público (a chamada Verba Indenizatória) com combustível, alimentação, bebidas e reforma de veículos particulares são investigados.

Na sessão de ontem, última ordinária antes do recesso de meio de ano, o tema dominou a tribuna.

“Eu não mancharia meus 44 anos de história em Tangará por causa de 49 reais”, disse o vereador Bezerra (PMB). Ele se referia a uma nota fiscal de uma pizzaria de Brasília cujo valor foi pago com a Verba Indenizatória e que gerou grande polêmica nas redes sociais. No Facebook, internautas criticaram Bezerra acreditando que ele tinha gasto o valor para comer pizza.

Ele se defendeu: “não comi pizza e nem tomei cerveja com dinheiro da Câmara, foi um frango à parmegiana que recebi no apartamento onde eu estava hospedado, não estive em pizzaria, ocorre que a razão social era de uma pizzaria que serve todo tipo de refeição”, disse.

“Nunca corri das provocações e estou a disposição para responder”, completou.

“Se aconteceram abusos têm que ser investigados e coibidos”, defendeu o vice-presidente da Mesa Diretora, vereador Professor Vagner (PSDB).

Já Sílvio Sommavilla (PDT), presidente do Legislativo em 2016, tem tratado o assunto como provocações de quem quer desestabilizar o Parlamento.

“Essa Casa está em paz há quase quatro anos, todas as Mesas anteriores tiveram suas contas aprovadas, Romer, Coquinho e Luiz Henrique, eu não vou responder à provocações. Estou tranquilo pela investigação do Ministério Público e do Tribunal de Contas. Os colegas fiquem à vontade se quiserem criar uma comissão para investigar os gastos da atual Mesa Diretora”, disse.


O caso está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual e passa por uma auditoria com técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Em breve mais novidades a respeito.

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