quinta-feira, 14 de abril de 2016

Denúncia: alunos podem ter consumido merenda condenada pela Vigilância e pelo Conselho de Alimentação Escolar

Alimentos e remédios foram atingidos
por incêndio e foram condenados
Reportagem
Lucélia Andrade
Alexandre Rolim

O Ministério Público Estadual (MPE) recebeu e está investigando uma denúncia gravíssima contra a Gestão Junqueira. Alimentos supostamente servidos para estudantes da rede pública municipal estariam condenados pela Vigilância Sanitária (VISA), pelo Conselho de Alimentação Escolar (CAE) e por uma nutricionista e não poderiam estar sendo consumidos pelos alunos.

Tal denúncia, formalizada pelo próprio Conselho junto ao MPE, informa que a Prefeitura, através da Secretaria de Educação e Cultura (Semec), está servindo para os estudantes uma merenda que está inapta para o consumo humano ou tem destinado para outro setor já que há retiradas do depósito. O motivo? Eu explico.

Bem, quem não se lembra daquele incêndio que consumiu parte do almoxarifado municipal? Pois é, além de medicamentos centenas de quilos de merenda escolar foram atingidos pelo incidente. Logo após o incêndio a Vigilância e o CAE teriam recomendado à Prefeitura para que não servisse os alimentos aos estudantes.

Fonte revela que merenda condenada está sendo retirada de novo depósito
Ocorre que, segundo a denúncia no MPE, a Prefeitura teria desrespeitado a recomendação dos órgãos competentes e estaria servindo a merenda atingida pelo fogo aos estudantes de escolas municipais ou ainda, tais alimentos poderiam ter sido repassados para a Secretaria de Assistência Social. “A merenda está sendo retirada do depósito, então significa que está sendo consumida”, revelou uma fonte ao blog. “Vários documentos foram feitos recomendando que eles jamais poderiam ser servidos às crianças”, completou a fonte.

Entretanto, a mesma fonte revela que há denúncia formalizada pelo Conselho de Alimentação Escolar (CAE), ao MPE informando que parte da merenda pode estar sendoservida aos alunos, por isso o novo depósito, localizado ao lado da Creche Irmã Maris Stella, está lacrado.

A juíza responsável pelo caso deverá conceder uma entrevista coletiva nos próximos dias para tratar do assunto.