terça-feira, 19 de abril de 2016

Impeachment: Vereador que ajudou a eleger Valtenir diz pensar diferente do deputado

Alexandre Rolim
Com Assessoria

O vereador tangaraense Rogério Silva (PMDB) comemorou a aprovação da continuidade do processo de impeachment da presidente da República Dilma Rousseff (PT), ocorrida em sessão histórica da Câmara Federal no último domingo, em Brasília.

Sobre o voto contrário do deputado federal Valtenir Pereira ao impeachment, Rogério afirma que não comunga de tal posicionamento. Quanto aos 16 mil votos que conquistou em 2014 como candidato a deputado federal e que ajudaram a reeleger Valtenir, Rogério Silva diz que isso é determinado pelo sistema proporcional. “Fui candidato e disputei as eleições, mas os votos que fiz e que contaram na legenda não significam que minha opinião seja a mesma de deputado Valtenir. Reitero que não concordo com o posicionamento contrário do deputado quanto ao impeachment”, disse o vereador.

Já sobre Dilma, Rogério disse que o impedimento passou a ser uma necessidade na medida em que ela perdeu a governabilidade e sua presença à frente do governo federal significa o agravamento da crise política e econômica vivida pelo país desde o ano passado, quando teve início o primeiro ano do segundo mandato da petista. “Não há como seguir com um governo que não tem sustentação. A maioria dos deputados agiu corretamente em optar pela continuidade do processo e espero que o impeachment passe também no Senado”, disse o vereador.


Silva também considera que a saída de Dilma refletirá positivamente na economia e também na retomada dos caminhos da moralidade na política no país, já que os governantes perceberam que o povo está de olho nas ações realizadas em todas as esferas de governo, seja no município, no estado ou no país. Rogério cita as pedaladas fiscais cometidas por Dilma, que finalmente foram detectadas após terem sido cometidas também em governos anteriores. “Espero que seja dado um ponto final nesta prática, que, assim como todos os atos de improbidade, é nociva às contas públicas”, disse.